domingo, 28 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

S.O.S.


O meio ambiente está pedindo socorro, a gente sai de casa e já encontra ar poluído, fumaças de fábricas e gases tóxicos dos veiculos, poluição sonora, ruídos....
O que deveria mudar??? As pessoas plantarem mais árvores, cuidarem das árvores existentes, andaram a pé ou de bicicleta, em último caso de transporte coletivo.
- Como gostaria que fosse - Um reino encantado, com árvores, jardins, flores, pássaros, onde a gente pudesse passear e estar em contato com a natureza.
Suely Longue

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Revista Nova Escola

Janeiro 2010
Entrevista com Sueli Furlan sobre educação ambiental nas escolas
Para a especialista, os gestores precisam experimentar iniciativas, mesmo que pontuais, em busca de uma escola sustentável

Paula Takada (gestao@atleitor.com.br)

Aquecimento global, tsunamis, créditos de carbono. Essas expressões, que hoje estão presentes no cotidiano das pessoas, eram desconhecidas do público no final da década de 1990, época em que os Parâmetros Curriculares Nacionais foram publicados. Segundo a professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo, Sueli Furlan, o volume do PCNs que aborda o tema transversal meio ambiente já trazia os embriões dessas questões ambientais que, no século XXI, ganharam escalas mundiais. Nesta entrevista, ela fala dos novos temas que devem ser abordados em sala de aula e da importância dos gestores assumirem o desafio de transformar suas instituições em escolas sustentáveis.

Que novas questões surgiram sobre o tema transversal meio ambiente desde a publicação dos PCNs?
Sueli Furlan As questões ambientais ganharam uma nova roupagem nesta década. Em 1997, quando foram publicados, os PCNs levaram os professores a pensar nos conteúdos de meio ambiente de modo a construir uma postura cidadã e formar um sujeito mais comprometido com seu espaço, com a sua vida, com seus limites dentro do planeta. Isso era bastante inovador para a época.

Anos depois, o debate sobre meio ambiente ganhou outro volume, tanto do ponto de vista temático – passando a incluir questões como o aquecimento global em escala planetária - quanto em escala nacional. Após os PCNs, foram criadas leis voltadas para a temática ambiental, como a que estabelece o Sistema Nacional de Áreas Protegidas e a lei do Estatuto da Cidade – um documento importante que organiza o ambiente urbano. Dentro das novas legislações, encontramos princípios focados no controle ambiental e fica fácil perceber que a sociedade passou lidar com as questões ambientais de uma maneira diferente.

Na sua avaliação, atualmente o tema meio ambiente está mais presente nas escolas?
Sueli Furlan A questão ambiental surgiu na sociedade, e não na escola, e foi escolarizada depois. Contudo, não podemos afirmar que o tema esteja suficientemente enraizado na escola, temos ainda muita coisa pra fazer.

Uma das limitações que existe refere-se ao ponto de vista metodológico. As pessoas sabem muito sobre o tema meio ambiente, mas não sabem atuar para resolver os problemas. Há uma grande diferença entre falar sobre o tema e fazer Educação Ambiental. Em geral, a mídia e os professores já falam bastante sobre questões ambientais, mas precisam avançar em direção à Educação Ambiental, que envolve mudança de valores e atitudes dos adultos e ensino desses novos valores e atitudes para as crianças na escola.

Como é possível fazer isso em sala de aula?
Sueli Furlan Para avançar em direção à Educação Ambiental é importante definir o âmbito de atuação dos professores e saber com clareza até onde, de fato, a escola pode agir. Tomando como exemplo a questão do lixo – tema muito presente nas escolas – é comum ver projetos que acabam frustrando os alunos por mostrarem a eles uma realidade em que não conseguem interferir. Eles começam com a compreensão de um processo e o entendimento do que é o resíduo. Em seguida, estudam como fazer a coleta, como separar o lixo, como ele é constituído, o que é um aterro sanitário, o que é um sistema integrado de tratamento. Quando vão colocar em prática o que aprenderam, notam que a cidade não tem sistema reciclagem porque o poder público não tem uma política para a área. Ou seja, a escola ensina de um jeito, o aluno vê que lá fora a realidade é outra e acaba achando que o que ele aprendeu não serve.

Por isso, é preciso saber a limitação que se tem e deixá-la clara aos alunos. Eles podem compreender a dimensão do problema. Podem, sim, ser pessoas menos perdulárias com o desperdício de recursos. Mas precisam também, num caso como este que eu exemplifiquei, aprender como o cidadão deve agir, caso não haja políticas públicas efetivas voltadas para a resolução de questões ambientais. Mobilizar um grupo para pressionar a prefeitura, participar de movimentos, ONGs, são alguns exemplos de outros níveis de ação, que não vão necessariamente tratar o lixo em si, mas levam a compreender melhor a complexidade real do problema e como agir de maneira mais articulada.

Qual é o papel do gestor escolar nesses projetos?
Sueli Furlan Hoje, seria muito interessante que os gestores escolares assumissem o compromisso de transformar a escola em exemplo de sustentabilidade, com uso responsável de recursos, no consumo de energias, na manutenção dos equipamentos, na utilização dos materiais, com a qualidade de vida e do ambiente na escola. O que se deseja idealmente é que as pessoas possam perceber-se no mundo e possam lidar com as questões ambientais a ponto de querer transformar o seu próprio modo de viver e seu modo de interagir com os recursos existentes. E a escola deveria ser um lugar privilegiado para que essa percepção acontecesse.

Que iniciativas simples poderiam tornar a escola mais responsável do ponto de vista ambiental?
Sueli Furlan A escola muitas vezes trabalha com questões macro para discutir grandes problemas ambientais, e não consegue ir além do que a mídia já faz: informar sobre o problema. É necessário, então, pensar em pequenas atitudes concretas. Um exemplo está na quantidade de mobiliário quebrado que a gente vê nas escolas e ninguém toma uma providência. Aquilo é recurso natural que está lá. Quase toda escola tem um lugar onde são guardados esses móveis. As pessoas até fazem projetos e identificam isso como um problema, mas não percebem que resolvê-lo é muito importante. A mesma coisa acontece com o desperdício de água e energia, que podem ser projetos de solução de um probleminha muito micro, muito pontual, mas na temática do meio ambiente, o pontual é sempre parte de uma totalidade. Cada um com o seu trabalho pontual é capaz de promover uma grande mudança.

Por zilmar

Preservar é preciso

Geografia
Prática pedagógica Paisagem cultural

Edição 129 | 02/2000
Preservar é preciso
Há vinte anos, as igrejas e os casarões de Ouro Preto ganhavam o status de Patrimônio da Humanidade

Igreja no centro de Ouro Preto e, no detalhe, um anjinho numa das cúpulas: amostras do barroco Foto: LucianaNapchan
Igreja no centro de Ouro Preto e, no detalhe, um anjinho
numa das cúpulas: amostras do barroco
Foto: LucianaNapchan

O mulato Duarte Lopes acompanhava uma expedição bandeirante na região do Pico do Itacolomi, no final do século XVII, quando sentiu sede. Dirigiu-se ao primeiro córrego que avistou e, ao retirar a gamela cheia de água do rio, notou pequenas pedras escuras no fundo. Embora não soubesse, acabara de encontrar ouro coberto por óxido de ferro. Sua descoberta iniciou um período de riqueza na região que duraria um século e daria origem a Vila Rica, mais tarde rebatizada de Ouro Preto, no Estado que ganharia o nome de Minas Gerais. Considerada um dos conjuntos mais marcantes da arquitetura colonial e do período barroco no Brasil, a cidade comemora no dia 5 de setembro os vinte anos de seu reconhecimento como Patrimônio da Humanidade.

As igrejas barrocas, cuja beleza foi cantada em versos por poetas como Olavo Bilac e Manuel Bandeira, foram tombadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a entrar na seleta lista de bens tombados, que inclui lugares como Roma e Egito, com suas pirâmides.

Patrimônio cultural

Além de uma boa aula de História sobre a Inconfidência Mineira, que teve sua base em Ouro Preto, aproveite o aniversário do tombamento para trabalhar os conceitos de preservação e patrimônio cultural com seus alunos. Mostre a importância desses dois aspectos para o exercício da cidadania. "Resgatar a memória é essencial para que um povo se perceba como sujeito de sua própria história", explica o professor de Geografia José Carlos Carreiro, da Universidade de São Paulo. "Para evoluir, o homem precisa conhecer suas raízes."

Partindo dessa afirmação, é possível realizar um debate sobre o descaso das autoridades brasileiras com a preservação. Cite o exemplo de Olinda, a segunda cidade brasileira a ser tombada pela Unesco, em 1982, que corre o risco de perder o título porque vários de seus monumentos estão em situação de abandono são igrejas com rachaduras nas paredes, ladeiras esburacadas e altares de madeira infestados de cupins. Lembre outro exemplo da falta de cuidado: a demolição, em 1896, da igreja do Pátio do Colégio, marco da fundação da cidade de São Paulo, reconstruída nos anos 70 deste século.

Se você tem dúvidas sobre como educar para a preservação, aproveite as dicas do arquiteto Mauro David Artur Bondi, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele ensina que o homem tende a preservar aquilo a que dá valor. O primeiro passo, portanto, é chamar a atenção dos alunos para as coisas à sua volta, fazendo-os observar a cidade, suas ruas, praças e monumentos. Siga o roteiro de atividades propostas por Bondi e pelos professores José Carlos Carreiro e Vanderlei Pinheiro Bispo, da Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo, para montar uma bela aula.

Por: Zilmar

domingo, 21 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CONSTRUINDO UM MUNDO MELHOR

Suely Longue

Investimento na formação de 200 professores

13 de Fevereiro de 10
Américo Br.
Investimento na formação de 200 professores

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Da Redação

(Texto: Marília Caride) Para planejar as ações nas escolas, aprender e ensinar conteúdos novos aos alunos, 200 professores da rede municipal de ensino de Américo Brasiliense participaram do 1º ciclo de palestras de 2010, promovido pelo Departamento de Educação e Cultura.

Desde o ano passado, os professores do Ensino Infantil e do Ensino Fundamental participam de capacitações. Só em 2009, 27 formações.

O planejamento escolar é o planejamento global da escola, envolvendo processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica de cada unidade. É por isso que os educadores devem estar capacitados, e acima de tudo, motivados" , explica o diretor de Educação Carlos Alberto Pereira.

Os educadores da Educação Infantil participaram das oficinas sobre contação de história e de jogos. Os professores do Ensino Fundamental PEB I (1º ao 4º ano), aprenderam produção de texto sobre arte de narrar. Jogos e Raciocínios Lógicos também fizeram parte das oficinas.

Já os professores da Educação Fundamental PEB II (5º ao 9º ano) conheceram as estratégias e estímulos facilitadores da aprendizagem e o uso das novas tecnologias na escola.

Para garantir uma boa recreação e a qualidade da merenda escolar, também passaram por formação as recreacionistas e as merendeiras da cozinha piloto, que serve mais de nove mil refeições diárias. A nutricionista Marijara de Souza Leite enfocou a higiene e limpeza na manipulação dos alimentos.

O departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente (DAEMA) apresentou o Projeto Criança Ecológica, que fará parte do currículo escolar do 5º ano do Ensino Fundamental. O projeto atende ao Programa Estadual Município Verde-Azul, visa capacitar professores para que, através de atividade em classe e extra-classe, trabalhem a conscientização ambiental de crianças e adultos.

De acordo com o prefeito Ademir Gouvêa, os investimentos na educação vão contribuir para um ensino com mais qualidade aos mais de 5.400 alunos da rede municipal de Américo. " Se queremos uma educação com mais qualidade, devemos investir, primeiramente, na base, que são os professores" , destacou Ademir.


Por: Zilmar

PLANETINHA

Suely Longue

A Phillips e a Sustentabilidade

Suely Longue

CASA ECOLOGICA

Suely Longue

LUTA CONTRA DESMATAMENTO

Suely Longue

SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2007

Suely Longue

SUSTENTABILIDADE: E EU COM ISSO?

Suely Longue

SUSTENTABILIDADE BANCO DO BRASIL

Suely Longue

O QUE É SUSTENTABILIDADE?

Suely Longue

O MUNDO DA VOLTAS

Suely longue

LEI DO CAMINHÃO DE LIXO

Um dia peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente..
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.
Assim eu perguntei: "Porque você fez isto?
Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital?"
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo "A Lei do Caminhão de Lixo".
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam que os caminhões de lixo lhe atinjam e estraguem o seu dia. A vida é muito curta para levantar cedo de manhã com remorso; assim...
Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!
Lembrem-se da sabedoria da água:
“Ela nunca discute com seus obstáculos, simplesmente os contorna”.
... NÃO CARREGUE LIXOS!
"A vida é maravilhosa quando não se tem medo dela"
(Charles Chaplin)

Suely Longue

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Comer é um ato político, por Samantha Buglione*

O aquecimento global está na nossa barriga. Estamos, literalmente, comendo demais e aquecendo demais o planeta. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 18% dos gases que causam o aquecimento global decorrem da pecuária intensiva. Vacas, porcos e galinhas são os verdadeiros vilões dos dias de calor. As vacas, principalmente. Isso porque as pobres leiteiras liberam metano, gás 21 vezes mais poluidor que o dióxido de carbono. Das áreas desmatadas na Amazônia, 75% são ocupadas pela pecuária, onde vivem cerca de 70 milhões de bois.

Para além dos dados da FAO, estudo da Universidade de Brasília afirma que a pecuária, no Brasil, é responsável por 50% das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa (GEEs). Mercedes Bustamante, uma das coordenadoras do trabalho, afirma que a pecuária emitiu cerca de um bilhão de toneladas de gases do efeito estufa em 2005. O estudo leva em conta três grandes fontes de emissão relacionadas diretamente à pecuária: o desmatamento para abertura de pastagens (tanto no cerrado quanto na Amazônia), as queimadas para manejo de pastagens, e o metano exalado pela fermentação de biomassa no estômago dos animais.

O fator que mais pesa no bolso é o desmatamento da Amazônia, responsável por 65% das emissões do setor em 2005. A pesquisa também confirma a percepção de que a pecuária é responsável pela maior parte (75%) da área derrubada de floresta no bioma. No caso do cerrado, a abertura de pastagens foi responsável por 56% do desmatamento do bioma e 13% das emissões do setor em 2005. O cálculo considera apenas o carbono emitido imediatamente pela queima da vegetação superficial e das respectivas raízes. Não inclui outra grande fonte de emissão, que é a decomposição da matéria orgânica misturada ao solo – uma emissão lenta e gradual, mas que, com o tempo, pode chegar ao dobro do que é emitido pelo desmatamento.

A população mundial aumentou algumas centenas de milhares nos últimos 50 anos, mas nada se compara ao número de bovinos. Estima-se que, para cada humano, há mais ou menos cinco vacas espalhadas por aí. Entram no cálculo, inclusive, os humanos que passarão a vida sem comer qualquer grama de proteína animal. Ao final da vida, um carnívoro comeu cerca de 1,8 mil animais.

Comer é um ato político, com impacto na saúde humana, no meio ambiente e na vida de outros seres vivos. Equivocadamente acreditamos que no silêncio do lar, na frente da TV, com “big alguma coisa” e muito refrigerante com glutamato não causamos danos. Estamos enganados. Atualmente, nosso garfo mata mais que tsunamis. Até 2050, haverá entre 1 bilhão e 3 bilhões de refugiados por conta de catástrofes ambientais. O responsável? Nosso churrasquinho, nosso garfo e nossa faca, ou seja, nós. Comer é a versão nada romântica do bater das asas de uma borboleta no Sul que causa um terremoto no Norte. No caso da carne, é a produção de soja transgênica no Brasil – que acaba com a pequena propriedade e manda milhares de agricultores para a cidade, aumentando os bolsões de miséria –, que alimenta os bois e vacas europeus (e brasileiros também). 75% da produção de soja são para alimentar animais que não vão alimentar todo mundo. Boa parte da plantação de soja e pecuária no Brasil está onde um dia foi mata atlântica, cerrado e floresta amazônica.

Comer não é um ato privado ou inocente. Querendo ou não, a eleição do nosso alimento revela o tipo de moral que rege nossas condutas e o tipo de sociedade que estamos fomentando.

*Professora de direito, bioética e do mestrado em gestão de políticas públicas da Univali. Doutora em ciências humanas

buglione@antigona.org.br

Por: Zilmar Medeiro

A revolta da natureza

LICINIO CARPINELLI STEFANI

Assistimos a uma mudança climática secundada de cataclismas, que se fazem presentes em todas as partes do globo terrestre. Parece, efetivamente, que a natureza está em revolta contra as agressões humanas. As geleiras derretendo trarão uma modificação substancial nas regiões em seu derredor, sem olvidar as torrentes de água desaguando nos oceanos e elevando seus níveis. Tudo isso sem dúvida colocará em perigo iminente as cidades costeiras com possibilidade da ocorrência de uma inundação desastrosa como consequência de um vendaval, tornado ou especialmente um tsunami.

Haverá substancial perecimento de animais, de pássaros, répteis, com ofensa a toda fauna. Aliás, o próprio Brasil, em geral imune a tornados, há cerca de dois anos sofreu em Santa Catarina um vendaval próximo a ser inserido na categoria de tornado. Da mesma forma prossegue o desmatamento. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Há poucos dias noticiário internacional falava da extinção do maior felino do mundo, o tigre siberiano como do indiano, decorrente da extinção de seu hábitat natural.

O noticiário aludia quanto à diminuição das reservas destinadas aos gorilas e na África as notícias sobre os belíssimos animais selvagens são as mais desestimuladoras. Na verdade é difícil conseguir conciliar a utilização das áreas rurais aptas a produzir com a preservação do meio ambiente. O aumento indiscriminado da população, sem controle global, tanto ameaça à destruição das áreas verdes como já acena pela disputa próxima dos mananciais de água.

O solo espanhol está principiando a secar e a utilização, sem controle, de ilimitados poços artesianos, interrompendo as veias de água, tornará a terra menos produtiva. No Brasil, infelizmente, sob suposta tese da defesa do meio ambiente, proíbe-se o gado de beber água nos rios, como sempre fizeram e nunca poluíram nada, e se compele o proprietário a fazer poços artesianos para atender a demanda de suas reses.

As enchentes de São Paulo, Santa Catarina e nas demais regiões do país atingiram patamares inusitados. O Vesúvio, pertinho de Nápolis, fumaceia, tenuamente. Outros vulcões de diversas partes dão sinal de não estarem extintos, acenando com sinais ameaçadores de retorno a suas atividades.

Os acontecimentos catastróficos do Haiti devem servir de muita reflexão para todos nós, especialmente para os governantes, que insistem em colocar os interesses produtivos de seus países acima dos interesses gerais de proteção ao ser humano. Não se dá a devida atenção ao aquecimento global, não havendo entendimento das nações sobre o tema, e daí a brutal mudança climática com as consequências nefastas. Há regiões marítimas nas quais o fundo do mar está bastante poluído, infestado de lixo, de plástico e nele se jogou, como túmulo, material radioativo. O excesso de pesca colhido nos oceanos levou à escassez do pescado.

Nosso rio Cuiabá é um exemplo desse abuso. Rede para cá e para lá, desrespeito à piracema, toneladas de peixes são arrebanhadas e cadê o pescado? Nessa mesma trajetória caminha o rio Paraguai, Vermelho, Araguaia e São Lourenço e outros, e também o Pantanal, dádiva da natureza.

Enfim, basta abrirmos os jornais para recebermos notícias atemorizadoras nas quais se evidencia os abusos humanos no trato com o globo, que Deus colocou sem impor condições a nossa disposição, como das referentes a revolta desse mesmo mundo, pelas agressões sofridas. Eis o que nos diz as escrituras: Gen.1:26: "Então Deus disse: Façamos o homem a nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra".

Somos péssimos administradores da concessão Divina gratuita. Não sabemos usar e preservar concomitantemente. Usufruímos e não repomos. Colhemos em excesso. Sujamos, depredamos, derrubamos, lançamos, enfim... Não pensamos no futuro, só valendo as conquistas do presente. Colocamos os interesses pessoais, econômicos e governamentais acima de tudo. Restringimos aos nossos filhos e netos usufruírem o que usufruímos. Não interrompemos a senda depredadora e os sinais de alerta vermelho estão mais do que acessos.

Licinio Carpinelli Stefani é desembargador aposentado e advogado

Por: Zilmar Medeiro

Kassab veta projeto que proibia sacolas plásticas

CIRCE BONATELLI - Agencia Estado


SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou, no último dia 22 de janeiro, o Projeto de Lei 577 de 2007, de autoria dos vereadores Gilson Barreto e Claudinho de Souza (PSDB). O projeto determinava que os estabelecimentos comerciais da capital paulista substituíssem o uso de embalagens plásticas por sacolas reutilizáveis ou "confeccionadas em materiais de fontes renováveis ou recicláveis", de acordo com informações do Diário Oficial.

O projeto ainda estipulava que a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras ficasse responsável pela fiscalização dos estabelecimentos, que estariam sujeitos a multa de R$ 5 mil caso não adotassem a mudança no período de um ano.

Kassab alegou, em nota publicada pelo Diário Oficial em 23 de janeiro, que ainda seria preciso analisar melhor a eficiência da medida no controle da poluição. De acordo com parecer técnico da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, "não há garantia de que a substituição proposta pelo projeto de lei resulte em prevenção, controle da poluição ambiental e proteção do meio ambiente".

Segundo a secretaria, os materiais usados na fabricação das sacolas biodegradáveis (aquelas que levam menos tempo para se decompor na natureza) também geram resíduos tóxicos. "Se foram utilizados aditivos químicos aceleradores da reação do polímero com o oxigênio, o que diminui o tempo de decomposição, pode haver contaminação do meio ambiente com metais pesados", afirma o prefeito na nota.

O material biodegradável tem um aditivo capaz de decompor o plástico em partículas orgânicas menores e menos impactantes ao ambiente - basicamente água, biomassa e gás carbônico - o que alivia a obstrução de bueiros durante as enchentes, e impede a ingestão das sacolas por animais.

No entanto, o gás carbônico, principal causador do efeito estufa, continua sendo eliminado no processo. Outro problema da proposta é que esbarra na ausência de regulamentação para plásticos biodegradáveis no Brasil. Como as empresas baseiam seus laudos em normas internacionais, há margens para contestações, como a da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Por: Zilmar Medeiro

Discurso enviado por Lula para ser lido em Davos

Publicada em 29/01/2010 às 15h06m
O Globo


"Minhas senhoras e meus senhores,

Em primeiro lugar, agradeço o prêmio "Estadista Global" que vocês estão me concedendo.

Nos últimos meses, tenho recebido alguns dos prêmios e títulos mais importantes da minha vida.

Com toda sinceridade, sei que não é exatamente a mim que estão premiando - mas ao Brasil e ao esforço do povo brasileiro. Isso me deixa ainda mais feliz e honrado.

Recebo este prêmio, portanto, em nome do Brasil e do povo do meu país. Este prêmio nos alegra, mas, especialmente, nos alerta para a grande responsabilidade que temos.

Ele aumenta minha responsabilidade como governante, e a responsabilidade do meu país como ator cada vez mais ativo e presente no cenário mundial.

Tenho visto, em várias publicações internacionais, que o Brasil está na moda. Permitam-me dizer que se trata de um termo simpático, porém inapropriado.

O modismo é coisa fugaz, passageira. E o Brasil quer e será ator permanente no cenário do novo mundo.

O Brasil, porém, não quer ser um destaque novo em um mundo velho. A voz brasileira quer proclamar, em alto e bom som, que é possível construir um mundo novo.

O Brasil quer ajudar a construir este novo mundo, que todos nós sabemos, não apenas é possível, mas dramaticamente necessário, como ficou claro, na recente crise financeira internacional - mesmo para os que não gostam de mudanças.

Meus senhores e minhas senhoras,

O olhar do mundo hoje, para o Brasil, é muito diferente daquele, de sete anos atrás, quando estive pela primeira vez em Davos.

Naquela época, sentíamos que o mundo nos olhava mais com dúvida do que esperança. O mundo temia pelo futuro do Brasil, porque não sabia o rumo exato que nosso país tomaria sob a liderança de um operário, sem diploma universitário, nascido politicamente no seio da esquerda sindical.

Meu olhar para o mundo, na época, era o contrário do que o mundo tinha para o Brasil. Eu acreditava, que assim como o Brasil estava mudando, o mundo também pudesse mudar.

No meu discurso de 2003, eu disse, aqui em Davos, que o Brasil iria trabalhar para reduzir as disparidades econômicas e sociais, aprofundar a democracia política, garantir as liberdades públicas e promover, ativamente, os direitos humanos.

Iria, ao mesmo tempo, lutar para acabar sua dependência das instituições internacionais de crédito e buscar uma inserção mais ativa e soberana na comunidade das nações.

Frisei, entre outras coisas, a necessidade de construção de uma nova ordem econômica internacional, mais justa e democrática.

E comentei que a construção desta nova ordem não seria apenas um ato de generosidade, mas, principalmente, uma atitude de inteligência política.

Ponderei ainda que a paz não era só um objetivo moral, mas um imperativo de racionalidade. E que não bastava apenas proclamar os valores do humanismo. Era necessário fazer com que eles prevalecessem, verdadeiramente, nas relações entre os países e os povos.

Sete anos depois, eu posso olhar nos olhos de cada um de vocês - e, mais que isso, nos olhos do meu povo - e dizer que o Brasil, mesmo com todas as dificuldades, fez a sua parte. Fez o que prometeu.

Neste período, 31 milhões de brasileiros entraram na classe média e 20 milhões saíram do estágio de pobreza absoluta. Pagamos toda nossa dívida externa e hoje, em lugar de sermos devedores, somos credores do FMI.

Nossas reservas internacionais pularam de 38 bilhões para cerca de 240 bilhões de dólares. Temos fronteiras com 10 países e não nos envolvemos em um só conflito com nossos vizinhos. Diminuímos, consideravelmente, as agressões ao meio ambiente. Temos e estamos consolidando uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, e estamos caminhando para nos tornar a quinta economia mundial.

Posso dizer, com humildade e realismo, que ainda precisamos avançar muito. Mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou.

O fato é que Brasil não apenas venceu o desafio de crescer economicamente e incluir socialmente, como provou, aos céticos, que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.

Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga.

Falavam em arrumar a casa. Mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?

Alguma casa fica de pé, se o pai e a mãe relegam ao abandono os filhos mais fracos, e concentram toda atenção nos filhos mais fortes e mais bem aquinhoados pela sorte?

É claro que não. Uma casa assim será uma casa frágil, dividida pelo ressentimento e pela insegurança, onde os irmãos se veem como inimigos e não como membros da mesma família.

Nós concluímos o contrário: que só havia sentido em governar, se fosse governar para todos. E mostramos que aquilo que, tradicionalmente, era considerado estorvo, era, na verdade, força, reserva, energia para crescer.

Incorporar os mais fracos e os mais necessitados à economia e às políticas públicas não era apenas algo moralmente correto. Era, também, politicamente indispensável e economicamente acertado. Porque só arrumam a casa, o pai e a mãe que olham para todos, não deixam que os mais fortes esbulhem os mais fracos, nem aceitam que os mais fracos conformem-se com a submissão e com a injustiça. Uma casa só é forte quando é de todos - e nela todos encontram abrigo, oportunidades e esperanças.

Por isso, apostamos na ampliação do mercado interno e no aproveitamento de todas as nossas potencialidades. Hoje, há mais Brasil para mais brasileiros. Com isso, fortalecemos a economia, ampliamos a qualidade de vida do nosso povo, reforçamos a democracia, aumentamos nossa auto-estima e amplificamos nossa voz no mundo.

Minhas senhoras e meus senhores,

O que aconteceu com o mundo nos últimos sete anos? Podemos dizer que o mundo, igual ao Brasil, também melhorou?

Não faço esta pergunta com soberba. Nem para provocar comparações vantajosas em favor do Brasil.

Faço esta pergunta com humildade, como cidadão do mundo, que tem sua parcela de responsabilidade no que sucedeu - e no que possa vir a suceder com a humanidade e com o nosso planeta.

Pergunto: podemos dizer que, nos últimos sete anos, o mundo caminhou no rumo da diminuição das desigualdades, das guerras, dos conflitos, das tragédias e da pobreza?

Podemos dizer que caminhou, mais vigorosamente, em direção a um modelo de respeito ao ser humano e ao meio ambiente?

Podemos dizer que interrompeu a marcha da insensatez, que tantas vezes parece nos encaminhar para o abismo social, para o abismo ambiental, para o abismo político e para o abismo moral?

Posso imaginar a resposta sincera que sai do coração de cada um de vocês, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos.

E nós todos, sem exceção, temos uma parcela de responsabilidade nisso tudo.

Nos últimos anos, continuamos sacudidos por guerras absurdas. Continuamos destruindo o meio ambiente. Continuamos assistindo, com compaixão hipócrita, a miséria e a morte assumirem proporções dantescas na África. Continuamos vendo, passivamente, aumentar os campos de refugiados pelo mundo afora.

E vimos, com susto e medo, mas sem que a lição tenha sido corretamente aprendida, para onde a especulação financeira pode nos levar.

Sim, porque continuam muitos dos terríveis efeitos da crise financeira internacional, e não vemos nenhum sinal, mais concreto, de que esta crise tenha servido para que repensássemos a ordem econômica mundial, seus métodos, sua pobre ética e seus processos anacrônicos.

Pergunto: quantas crises serão necessárias para mudarmos de atitude? Quantas hecatombes financeiras teremos condições de suportar até que decidamos fazer o óbvio e o mais correto?

Quantos graus de aquecimento global, quanto degelo, quanto desmatamento e desequilíbrios ecológicos serão necessários para que tomemos a firme decisão de salvar o planeta?

Meus senhores e minhas senhoras,

Vendo os efeitos pavorosos da tragédia do Haiti, também pergunto: quantos Haitis serão necessários para que deixemos de buscar remédios tardios e soluções improvisadas, ao calor do remorso?

Todos nós sabemos que a tragédia do Haiti foi causada por dois tipos de terremotos: o que sacudiu Porto Príncipe, no início deste mês, com a força de 30 bombas atômicas, e o outro, lento e silencioso, que vem corroendo suas entranhas há alguns séculos.

Para este outro terremoto, o mundo fechou os olhos e os ouvidos. Como continua de olhos e ouvidos fechados para o terremoto silencioso que destrói comunidades inteiras na África, na Ásia, na Europa Oriental e nos países mais pobres das Américas.

Será necessário que o terremoto social traga seu epicentro para as grandes metrópoles europeias e norte-americanas para que possamos tomar soluções mais definitivas?

Um antigo presidente brasileiro dizia, do alto de sua aristocrática arrogância, que a questão social era uma questão de polícia.

Será que não é isso que, de forma sutil e sofisticada, muitos países ricos dizem até hoje, quando perseguem, reprimem e discriminam os imigrantes, quando insistem num jogo em que tantos perdem e só poucos ganham?

Por que não fazermos um jogo em que todos possam ganhar, mesmo que em quantidades diversas, mas que ninguém perca no essencial?

O que existe de impossível nisso? Por que não caminharmos nessa direção, de forma consciente e deliberada e não empurrados por crises, por guerras e por tragédias? Será que a humanidade só pode aprender pelo caminho do sofrimento e do rugir de forças descontroladas?

Outro mundo e outro caminho são possíveis. Basta que queiramos. E precisamos fazer isso enquanto é tempo.

Meus senhores e minhas senhoras,

Gostaria de repetir que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Esta também é uma das melhores receitas para a paz. E aprendemos, no ano passado, que é também um poderoso escudo contra crise.

Esta lição que o Brasil aprendeu, vale para qualquer parte do mundo, rica ou pobre.

Isso significa ampliar oportunidades, aumentar a produtividade, ampliar mercado e fortalecer a economia. Isso significa mudar as mentalidades e as relações. Isso significa criar fábricas de emprego e de cidadania.

Só fomos bem sucedidos nessas tarefas porque recuperamos o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e não nos deixamos aprisionar em armadilhas teóricas - ou políticas - equivocadas sobre o verdadeiro papel do estado.

Nos últimos sete anos, o Brasil criou quase 12 milhões de empregos formais. Em 2009, quando a maioria dos países viu diminuir os postos de trabalhos, tivemos um saldo positivo de cerca de um milhão de novos empregos.

O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Por quê? Porque tínhamos reorganizado a economia com fundamentos sólidos, com base no crescimento, na estabilidade, na produtividade, num sistema financeiro saudável, no acesso ao crédito e na inclusão social.

E quando os efeitos da crise começaram a nos alcançar, reforçamos, sem titubear, os fundamentos do nosso modelo e demos ênfase à ampliação do crédito, à redução de impostos e ao estímulo do consumo.

Na crise ficou provado, mais uma vez, que são os pequenos que estão construindo a economia de gigante do Brasil.

Este talvez seja o principal motivo do sucesso do Brasil: acreditar e apoiar o povo, os mais fracos e os pequenos. Na verdade, não estamos inventando a roda. Foi com esta força motriz que Roosevelt recuperou a economia americana depois da grande crise de 1929. E foi com ela que o Brasil venceu preventivamente a última crise internacional.

Mas, nos últimos sete anos, nunca agimos de forma improvisada. A gente sabia para onde queria caminhar. Organizamos a economia sem bravatas e sem sustos, mas com um foco muito claro: crescer com estabilidade e com inclusão.

Implantamos o maior programa de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família, que hoje beneficia mais de 12 milhões de famílias. E lançamos, ao mesmo tempo, o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, maior conjunto de obras simultâneas nas áreas de infraestrutura e logística da história do país, no qual já foram investidos 213 bilhões de dólares e que alcançará, no final do ano de 2010, um montante de 343 bilhões.

Volto ao ponto central: estivemos sempre atentos às politicas macroeconômicas, mas jamais nos limitamos às grandes linhas. Tivemos a obsessão de destravar a máquina da economia, sempre olhando para os mais necessitados, aumentando o poder de compra e o acesso ao crédito da maioria dos brasileiros.

Criamos, por exemplo, grandes programas de infraestrutura social voltados exclusivamente para as camadas mais pobres. É o caso do programa Luz para Todos, que levou energia elétrica, no campo, para 12 milhões de pessoas e se mostrou um grande propulsor de bem estar e um forte ativador da economia.

Por exemplo: para levar energia elétrica a 2 milhões e 200 mil residências rurais, utilizamos 906 mil quilômetros de cabo, o suficiente para dar 21 voltas em torno do planeta Terra. Em contrapartida, estas famílias que passaram a ter energia elétrica em suas casas, compraram 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhão de geladeiras e quantidades enormes de outros equipamentos.

As diversas linhas de microcrédito que criamos, seja para a produção, seja para o consumo, tiveram igualmente grande efeito multiplicador. E ensinaram aos capitalistas brasileiros que não existe capitalismo sem crédito.

Para que vocês tenham uma ideia, apenas com a modalidade de "crédito consignado", que tem como garantia o contracheque dos trabalhadores e aposentados, chegamos a fazer girar na economia mais 100 bilhões de reais por mês. As pessoas tomam empréstimos de 50 dólares, 80 dólares para comprar roupas, material escolar, etc, e isto ajuda ativar profundamente a economia.

Minhas senhoras e meus senhores,

Os desafios enfrentados, agora, pelo mundo são muito maiores do que os enfrentados pelo Brasil.

Com mudanças de prioridades e rearranjos de modelos, o governo brasileiro está conseguindo impor um novo ritmo de desenvolvimento ao nosso país.

O mundo, porém, necessita de mudanças mais profundas e mais complexas. E elas ficarão ainda mais difíceis quanto mais tempo deixarmos passar e quanto mais oportunidades jogarmos fora.

O encontro do clima, em Copenhague, é um exemplo disso. Ali a humanidade perdeu uma grande oportunidade de avançar, com rapidez, em defesa do meioambiente.

Por isso cobramos que cheguemos com o espírito desarmado, no próximo encontro, no México, e que encontremos saídas concretas para o grave problema do aquecimento global.

A crise financeira também mostrou que é preciso uma mudança profunda na ordem econômica, que privilegie a produção e não a especulação.

Um modelo, como todos sabem, onde o sistema financeiro esteja a serviço do setor produtivo e onde haja regulações claras para evitar riscos absurdos e excessivos.

Mas tudo isso são sintomas de uma crise mais profunda, e da necessidade de o mundo encontrar um novo caminho, livre dos velhos modelos e das velhas ideologias.

É hora de reinventarmos o mundo e suas instituições. Por que ficarmos atrelados a modelos gestados em tempos e realidades tão diversas das que vivemos? O mundo tem que recuperar sua capacidade de criar e de sonhar.

Não podemos retardar soluções que apontam para uma melhor governança mundial, onde governos e nações trabalhem em favor de toda a humanidade.

Precisamos de um novo papel para os governos. E digo que, paradoxalmente, este novo papel é o mais antigo deles: é a recuperação do papel de governar.

Nós fomos eleitos para governar e temos que governar. Mas temos que governar com criatividade e justiça. E fazer isso já, antes que seja tarde.

Não sou apocalíptico, nem estou anunciando o fim do mundo. Estou lançando um brado de otimismo. E dizendo que, mais que nunca, temos nossos destinos em nossas mãos.

E toda vez que mãos humanas misturam sonho, criatividade, amor, coragem e justiça elas conseguem realizar a tarefa divina de construir um novo mundo e uma nova humanidade.

Muito obrigado."


Por: Zilmar Medeiro

Vamos nos conscientizar?

Brasileiro usa em média 800 sacolinhas plásticas por ano
17 de Fevereiro de 2010

Leves e fornecidas gratuitamente, as sacolinhas plásticas não pesam quando estocadas e nem no bolso. Entretanto, elas carregam outros tipos de pesos que preocupam as autoridades.
Seu uso pouco racional e o descarte em locais inadequados (em vez de serem encaminhadas à reciclagem) contribuem para o esgotamento de aterros e lixões, dificultam a degradação de outros resíduos e poluem a paisagem. Além disso, as sacolinhas podem levar à morte dos animais que as ingerem. Segundo o Greenpeace, noventa por cento do lixo acumulado no oceano é plástico e, interfere indiretamente no agravamento de outros problemas. O uso em quantidades excessivas eleva a demanda pela produção de embalagens, consumindo mais recursos não-renováveis como petróleo ou gás natural. No caso das sacolinhas gerando maior volume de resíduos.

No Brasil, cada pessoa consome em média 800 sacolinhas por ano, segundo o Ministério do Meio Ambiente. O número, acima do verificado na maioria dos países desenvolvidos e em nações de economia parecida com a brasileira, ganha proporção maior quando é multiplicado pelo tempo que cada unidade leva para se decompor no meio ambiente. Em condições naturais, uma sacolinha demora 500 anos para desaparecer. Isso significa que as 12 bilhões de unidades descartadas por ano no país só serão enfim absorvidas pela natureza quando o Brasil já tiver comemorado seu milésimo aniversário de descobrimento.

Campanha

Para conscientizar a população sobre os danos que a manutenção desse cenário pode causar nos próximos anos, o Ministério do Meio Ambiente lançou em junho do ano passado a campanha “Saco é um saco”, que pretende estimular o uso racional desse material, cuja disseminação no Brasil se acentuou na década de 1980. O objetivo do movimento é conscientizar o consumidor a recusar ou diminuir o consumo de sacolinhas plásticas e adotar alternativas para levar suas compras.

Nesse caso, quem procura outras formas pode usar desde sacolas de pano e caixas de papelão até engradados e carrinhos de feira. No entanto, para quem não dispensa as sacolinhas plásticas, vale ao menos lembrar que boa parte delas tem capacidade para carregar de quatro a sete quilos. Isto significa que elas podem suportar, o peso de três garrafas de refrigerante de dois litros, ou 16 enlatados como molho de tomate, milho, creme de leite etc. ou 16 potes ou latas de leite em pó. Cada unidade pode levar meio século para ser decomposta pela natureza.


Por: Zilmar Medeiro

BALADA SUSTENTÁVEL





Suely Longue

AGRONEGOCIO SUSTENTÁVEL

O Agronegócio Sustentável

Sustentabilidade

É somar, contribuir e preservar para poder colher, pois o importante é produzir, hoje, de forma responsável e eficiente, para viabilizar a produção nas gerações futuras
Por Mário Barbosa *
11/2007
Divulgação
* Mário Barbosa é presidente da Bunge e conselheiro do Planeta Sustentável
Cada um de nós - dirigente de empresa ou simples cidadão - tem a responsabilidade de agir de forma a manter vivo nosso Planeta, garantindo às próximas gerações a possibilidade de viver num ambiente adequado e do qual possam tirar seu sustento de forma digna. Sustentabilidade é um conceito relativamente recente, como também o é a percepção de que a ação humana pode colocar em risco o futuro da Terra. Felizmente, ele vem sendo absorvido de forma crescente pela sociedade e, em particular, pelo agronegócio.
Atualmente, tanto o produtor rural como seus fornecedores têm a preocupação de aumentar a produtividade das áreas em que atuam e ao mesmo tempo trabalhar de forma que o solo possa continuar produzindo ao longo de séculos. Essa vem sendo a prática de sustentabilidade do agronegócio, evitando o desaparecimento da fertilidade do solo e a redução da água disponível e, ainda, protegendo a biodiversidade da região em que se atua.
Fornecendo produtos para a alimentação humana ou gerando insumos renováveis para a indústria e para o setor logístico - como fibras, combustível e outros -, é possível e necessário fazê-lo de forma sustentável. O agronegócio vem enfrentando e vencendo o desafio de aumentar continuamente a sua produção, mantendo a sustentabilidade.
Na Bunge, sustentabilidade passou a ser um dos focos da atuação. Incentivamos e premiamos anualmente os agricultores que têm uma atuação diferenciada, visão de futuro e preocupação com a melhor forma de produzir, contribuindo com suas iniciativas para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Encaramos sustentabilidade como um modelo de desenvolvimento baseado nos três aspectos definidos pela GRI Global Reporting Iniciative: Desempenho Econômico, Responsabilidade Social e Responsabilidade Ambiental, contemplando, ao mesmo tempo, a prosperidade econômica, maior equidade social e a proteção do meio ambiente. Não é um desafio fácil, mas estamos trabalhando nesta direção.
A empresa associa seus objetivos econômicos às questões de responsabilidade socioambiental, possibilitando a promoção da cidadania e a continuidade das operações em um meio ambiente preservado. Entendemos que aprimorando a cadeia global de alimentos e do agronegócio, também melhoramos a vida dos funcionários, comunidades, consumidores, clientes, acionistas e da sociedade como um todo. As empresas precisam caminhar nesta direção para tornar suas operações cada vez mais eficientes, gerar impactos positivos na sociedade como um todo e obter retornos sólidos no longo prazo.





Suely Longue

AMBIENTE: CONFLITOS E AVANÇOS

Ambiente: conflitos e avanços
As lutas, por vezes incompreendidas, fazem parte do processo histórico de mudança de comportamento
- A A +Carlos Minc*
Folha de S.Paulo – 26/06/2009
Muitas pessoas estranharam a atuação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em sucessivos conflitos e posteriores entendimentos com o setor da soja, da cana-de-açúcar, da madeira e da hidreletricidade, bem como com o governo Blairo Maggi, entre outros. O governador Maggi (PR-MT), em um primeiro momento, tentou derrubar a resolução do Conselho Monetário Nacional que cortou o crédito aos desmatadores e aos que estavam ilegais do ponto de vista fundiário e ambiental. Não logrou êxito.

[img1] Atacou, com outros governadores, a Operação Arco de Fogo, alegando que ela estava criando desemprego e desarticulando a economia local com a luta forte contra o desmatamento e os embargos. Ele tinha razão somente quanto ao atraso da Operação Arco Verde, que agora vai a todo o vapor e apresenta dezenas de alternativas de atividades e empregos sustentáveis.

Fracassadas as tentativas de atenuar a luta contra a impunidade ambiental, o governador Maggi lançou o programa de regularização ambiental e agrária dos municípios de Mato Grosso, o MT Legal. A ideia era facilitar a regularização das propriedades rurais, cortar burocracias e apoiar o reflorestamento de áreas degradadas. Essa lei chocava-se com alguns pontos da lei federal e com o zoneamento ecológico-econômico (ZEE) estadual. O governador esteve duas vezes no MMA, e conseguimos adequar o MT Legal ao ZEE, exatamente o que o governador de Santa Catarina não fez no Código Ambiental de seu Estado, que desfigura leis federais de proteção às matas ciliares.

Em Cuiabá, assinamos com o governador Blaggi um convênio de cooperação para agilizar o licenciamento e o cadastramento das propriedades rurais. A luta não é um fim em si, mas uma estratégia que visa à mudança de comportamentos. Depois de muitos anos de conflito com o setor da soja, um dos fortes vetores de desmatamento da Amazônia, os ambientalistas e, posteriormente, o MMA resolveram fazer um pacto que resultou na moratória da soja: nós aceleramos o ZEE e a regularização fundiária, e a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e o setor exportador de óleos vegetais se comprometeram a não comprar soja de área desmatada na Amazônia a partir de 2006.

Há dois meses, fizemos um balanço da moratória da soja, com monitoramento de 620 polígonos (por satélite) feitos por MMA, Abiove, Greenpeace e Amigos da Terra. Resultado: 96% de cumprimento, um sucesso. A soja deixou de ser um agente relevante no desmatamento da Amazônia.

Agora nosso foco é a luta contra a pecuária ilegal, que resiste ao controle. Vamos cortar créditos aos fazendeiros que degradam o bioma amazônia, incentivar o boicote comercial e civil e avançar com a rastreabilidade dos rebanhos até eles se adequarem. Assinamos em Belém, há um ano, o Pacto da Madeira Legal e Sustentável com a Aimex (Associação das Empresas Exportadoras de Madeira do Estado do Pará) e os exportadores. Comprometemo-nos a concluir o ZEE da Amazônia até o fim de 2009 e dobrar a oferta de madeira legal, de manejo.

Os exportadores garantem que só comprarão madeira legal, de planos de manejo licenciados. Faremos o balanço em breve, mas a situação avançou depois que Fiesp e Caixa Econômica Federal assinaram pactos públicos de só comprar madeira legalizada de origem comprovada. Isso não diminuiu o combate às serrarias, carvoarias e madeireiras ilegais, ao contrário. Triplicamos as autuações, os embargos, a fiscalização e o leilão de madeira pirata.

Estabelecemos programas muito duros de mitigação das emissões de CO2 de térmicas a óleo e a carvão, que agora terão de plantar milhões de árvores. Mas estamos racionalizando e agilizando o licenciamento de boas hidrelétricas, que vão gerar energia renovável, inundando poucas áreas e fazendo a análise integrada por bacia hidrográfica, legitimada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Lançamos recentemente em Natal a Carta dos Ventos, com 20 secretários estaduais de energia, para desbloquear a energia eólica no país, tornando-a mais barata e eficaz, com leilões anuais e estratégia de construção de um setor eólico nacional. Não podemos endurecer com as térmicas, que sujam nossa matriz energética, sem agilizar as fontes renováveis de energia. Não podemos enfrentar as posições retrógradas de parte do agronegócio e do latifúndio sem uma aliança com a agricultura familiar e um tratamento diferenciado para ela. As lutas, por vezes incompreendidas, fazem parte do processo histórico de mudança de comportamento, dos padrões de produção, consumo e de civilizações.

*Carlos Minc Baumfeld, mestre em planejamento urbano e regional pela Universidade Técnica de Lisboa e doutor em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris 1, é o ministro do Meio Ambiente

Artigo originalmente publicado no jornal Folha de S.Paulo, na seção Tendências e Debates

Muitas pessoas estranharam a atuação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em sucessivos conflitos e posteriores entendimentos com o setor da soja, da cana-de-açúcar, da madeira e da hidreletricidade, bem como com o governo Blairo Maggi, entre outros. O governador Maggi (PR-MT), em um primeiro momento, tentou derrubar a resolução do Conselho Monetário Nacional que cortou o crédito aos desmatadores e aos que estavam ilegais do ponto de vista fundiário e ambiental. Não logrou êxito.



Divulgação
Atacou, com outros governadores, a Operação Arco de Fogo, alegando que ela estava criando desemprego e desarticulando a economia local com a luta forte contra o desmatamento e os embargos. Ele tinha razão somente quanto ao atraso da Operação Arco Verde, que agora vai a todo o vapor e apresenta dezenas de alternativas de atividades e empregos sustentáveis.

Fracassadas as tentativas de atenuar a luta contra a impunidade ambiental, o governador Maggi lançou o programa de regularização ambiental e agrária dos municípios de Mato Grosso, o MT Legal. A ideia era facilitar a regularização das propriedades rurais, cortar burocracias e apoiar o reflorestamento de áreas degradadas. Essa lei chocava-se com alguns pontos da lei federal e com o zoneamento ecológico-econômico (ZEE) estadual. O governador esteve duas vezes no MMA, e conseguimos adequar o MT Legal ao ZEE, exatamente o que o governador de Santa Catarina não fez no Código Ambiental de seu Estado, que desfigura leis federais de proteção às matas ciliares.

Em Cuiabá, assinamos com o governador Blaggi um convênio de cooperação para agilizar o licenciamento e o cadastramento das propriedades rurais. A luta não é um fim em si, mas uma estratégia que visa à mudança de comportamentos. Depois de muitos anos de conflito com o setor da soja, um dos fortes vetores de desmatamento da Amazônia, os ambientalistas e, posteriormente, o MMA resolveram fazer um pacto que resultou na moratória da soja: nós aceleramos o ZEE e a regularização fundiária, e a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e o setor exportador de óleos vegetais se comprometeram a não comprar soja de área desmatada na Amazônia a partir de 2006.

Há dois meses, fizemos um balanço da moratória da soja, com monitoramento de 620 polígonos (por satélite) feitos por MMA, Abiove, Greenpeace e Amigos da Terra. Resultado: 96% de cumprimento, um sucesso. A soja deixou de ser um agente relevante no desmatamento da Amazônia.

Agora nosso foco é a luta contra a pecuária ilegal, que resiste ao controle. Vamos cortar créditos aos fazendeiros que degradam o bioma amazônia, incentivar o boicote comercial e civil e avançar com a rastreabilidade dos rebanhos até eles se adequarem. Assinamos em Belém, há um ano, o Pacto da Madeira Legal e Sustentável com a Aimex (Associação das Empresas Exportadoras de Madeira do Estado do Pará) e os exportadores. Comprometemo-nos a concluir o ZEE da Amazônia até o fim de 2009 e dobrar a oferta de madeira legal, de manejo.

Os exportadores garantem que só comprarão madeira legal, de planos de manejo licenciados. Faremos o balanço em breve, mas a situação avançou depois que Fiesp e Caixa Econômica Federal assinaram pactos públicos de só comprar madeira legalizada de origem comprovada. Isso não diminuiu o combate às serrarias, carvoarias e madeireiras ilegais, ao contrário. Triplicamos as autuações, os embargos, a fiscalização e o leilão de madeira pirata.

Estabelecemos programas muito duros de mitigação das emissões de CO2 de térmicas a óleo e a carvão, que agora terão de plantar milhões de árvores. Mas estamos racionalizando e agilizando o licenciamento de boas hidrelétricas, que vão gerar energia renovável, inundando poucas áreas e fazendo a análise integrada por bacia hidrográfica, legitimada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Lançamos recentemente em Natal a Carta dos Ventos, com 20 secretários estaduais de energia, para desbloquear a energia eólica no país, tornando-a mais barata e eficaz, com leilões anuais e estratégia de construção de um setor eólico nacional. Não podemos endurecer com as térmicas, que sujam nossa matriz energética, sem agilizar as fontes renováveis de energia. Não podemos enfrentar as posições retrógradas de parte do agronegócio e do latifúndio sem uma aliança com a agricultura familiar e um tratamento diferenciado para ela. As lutas, por vezes incompreendidas, fazem parte do processo histórico de mudança de comportamento, dos padrões de produção, consumo e de civilizações.

*Carlos Minc Baumfeld, mestre em planejamento urbano e regional pela Universidade Técnica de Lisboa e doutor em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris 1, é o ministro do Meio Ambiente

Artigo originalmente publicado no jornal Folha de S.Paulo, na seção Tendências e Debates





Suely Longue

2010 UMA ODISSEIA .....



Suely Longue

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CHOVEU SEGUIDO POR 47 DIAS EM SÃO PAULO E VAI CHOVER MAIS NA METRÓPOLE, NO SUL E NO SUDESTE

CHOVEU POR 47 DIAS ININTERRUPTOS NA CAPITAL SÃO PAULO E EM DIVERSOS MUNICIPIOS VIZINHOS. NOS PRIMEIROS CINCO DIAS DE FEVEREIRO CHOVEU 60% DO PREVISTO PARA O MÊS INTEIRO. SÃO PAULO TEVE EM DOIS DE FEVEREIRO O DIA MAIS QUENTE DO ANO COM 33,8ºC. EM 30 DIAS REGISTRAM-SE 73 MORTES NO ESTADO, A MAIORIA NA RMSP. NO SUL E NO SUDESTE DO PAÍS JÁ MORRERAM 196 PESSOAS. DEVIDO AOS TEMPORAIS DEZENAS DE BAIRROS SOFREM INUNDAÇÕES E FALTA DE ENERGIA ELÉTRICA INCLUSIVE O ROMPIMENTO DE ADUTORAS DA SABESP. APENAS UMA DELAS INTERROMPEU POR 72 HORAS O ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA 750 MIL PESSOAS EM SÃO PAULO E EM TABOÃO DA SERRA. A PREFEITURA ESTÁ PODANDO ESTE ANO 225 MIL ÁRVORES COMO MEDIDA PREVENTIVA. TÊM SIDO PREJUDICADO TAMBÉM PELOS FORTES VENTOS E CHUVAS OS AEROPORTOS DE CUMBICA (INTERNACIONAL), O DE CONGONHAS E O DO CAMPO DE MARTE, IMPORTANTE BASE DE OPERAÇÃO DE HELICÓPTEROS CIVIS, DAS POLICIAS E DA AERONÁUTICA. A INTERDIÇÃO DE VÁRIOS TÚNEIS DA METRÓPOLE ESTÁ OCORRENDO COM FREQUENCIA. FENOMENOS CLIMÁTICOS CONJUGADOS FAZEM COM QUE AS CHUVAS NO ESTADO ESTEJAM ACIMA DA MÉDIA MENSAL DESDE DE JULHO DE 2009. A ATUAL SEQUENCIA DE CHUVAS COMEÇOU NO INÍCIO DE DEZEMBRO DO ANO PASSADO. A DEFESA CIVIL DO ESTADO E DOS MUNICIPIOS AFETADOS ESTÁ ATENDENDO MILHARES DE DESLOJADOS E DE DESABRIGADOS. AS CHUVAS EXCESSIVAS PREJUDICARAM ATÉ O MOMENTO 144 MUNICIPIOS DOS QUAIS 31 CONTINUAM EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA. SÃO ELES; Atibaia, Bofete, Bom Jesus dos Perdões, Caieiras, Caiuá, Capivari, Chavantes, Franco da Rocha, Getulina, Guararema, Inúbia Paulista, Lucélia, Lourdes, Manduri, Mineiros do Tietê, Mirassol, Osasco, Oscar Bressane, Pardinho, Pracinha, Presidente Venceslau, São José do Rio Preto, São Lourenço da Serra, Santo André, Santo Antônio do Pinhal, Sumaré, Itapevi e Francisco Morato. Em estado de calamidade pública ainda estão Cunha e São Luis do Paraitinga. SOROCABA, IMPORTANTE CIDADE INDUSTRIAL DO INTERIOR, NO PLANALTO E CIDADES DO VALE DO RIBEIRA FORAM TAMBÉM ATINGIDAS - CONFIRMAM-SE AS PREVISÕES DOS CIENTISTAS QUE PARTICIPARAM DO III ENCONTRO NACIONAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DEFESA CIVIL - Os prognósticos apresentados no III Encontro de Mudanças Climáticas e Defesa Civil para o trimestre de primavera foram confirmados e houve um número significativo de eventos de precipitação intensa e de alto volume de precipitação no Sul e Sudeste. "O prognóstico para esse verão indica chuvas próximas do normal e temperaturas acima do normal nas mesmas regiões. A temperatura da superfície do mar ao longo da costa do Sul e Sudeste deve ficar acima do normal. Este padrão para a Região Metropolitana de São Paulo tende a produzir muitos eventos de tempestades de fim de tarde sobre a área com risco de inundações, enchentes e deslizamentos por causa inclusive das chuvas antecedentes de inverno e primavera na região.




Suely Longue

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SUSTENTABILIDADE



Suely Longue

O FUTURO DA TERRA

Uma grande questão não resolvida refere-se à quantidade de seres humanos que a terra pode abrigar.
Alguns estudiosos acham que o número máximo de habitantes que a terra poderá abrigar é de 11 bilhões de pessoas e que esse número tende a se estabilizar no final do século XXI. Todavia, qualquer estudo nesse sentido esbarra em várias questões, como as desigualdades sociais entre as nações, o consumo exagerado de bens supérfluos nos países ricos, que se utilizam de recursos naturais não renováveis e a distribuição desigual de alimentos.
Um dos grandes problemas hoje, é a explosão demográfica, principalmente nos países pobres. Todavia, existem perspectivas de transferência de tecnologia para os países do Terceiro Mundo, e a diminuição do consumo predatório por parte dos países ricos. Esses dois fatores aliados a educação, tendem a diminuir as taxas de fecundidade.
Alguns países deverão adotar o sistema chinês de controle da natalidade, com o método custo-benefício, quando um número maior de filhos diminui os benefícios sociais dos pais.
O que amplia a desigualdade é a valorização do indivíduo pelo seu poder de compra. Hoje as pessoas vão às compras da mesma forma que vão ao cinema ou ao teatro. Compra-se produtos por suas marcas e embalagens e não por suas utilidades.
No futuro deverá haver restrições à propaganda que é a "alma dos negócios". O transporte coletivo deverá ser priorizado em relação ao automóvel e mais, será um transporte com baixíssimos níveis de poluentes, que se utilizará de energias alternativas, entre elas a elétrica interna, ou seja, baterias auto-carregáveis, com sistemas híbrido, ou seja, várias energias num mesmo veículo, como solar, eólica, nitrogênio, etc. As cidades serão repensadas para o uso social. O produto descartável deverá ser extinto. As embalagens bonitas e cheias de cores deverão ceder os seus lugares às menos chamativas e danosas ao meio ambiente. O ser humano será obrigado a abandonar seu estilo de vida materialista. O sistema produtivo será repensado de forma a atender toda a sociedade e não mais somente parte dela. Os modelos econômicos serão implementados a partir das questões ambientais.
No futuro a ostentação, o brilho do ter, cederá lugar para a arte de viver. A subjetividade do privado perderá o lugar para o social e o consumo deixará de ser o meio de se atingir a auto realização.



Suely Longue

ANIMAIS EM EXTINÇÃO

No Brasil, que é um país rico em espécies animais, muito se ouve falar sobre espécies em extinção, entre elas o Mico Leão Dourado, o Boto Cor de Rosa, o Lobo Guará, o Jacaré, a Ararinha Azul, a Onça, o Tamanduá-Bandeira, o Tucano, o Papagaio e vários macacos, entre outras espécies brasileiras. No mundo o Urso Panda é um dos animais que mais necessita de cuidados, mas temos também a Baleia Azul, a Tartaruga Marinha, o Tigre, o Rinoceronte e o Gorila. Esses animais estão ameaçados de extinção, enquanto outros, infelizmente, já desapareceram do Planeta. A ação predatória do homem e o seu dito progresso que devasta e queima imensas áreas de florestas tem encurralado algumas espécies para a beira da extinção. O hábito do brasileiro de aprisionar animais silvestre, principalmente pássaros, tem preocupado a comunidade científica mundial. O contrabando dessas espécies em extinção para os zoológicos do exterior tem sido freqüentes. Cresce a cada dia o movimento pelo fechamento dos jardins zoológicos em todo mundo. O ideal é existirem os criadouros científicos que têm a finalidade de reproduzir espécies ameaçadas, devolvendo-as aos seus habitat naturais. A devastação da nossa Mata Atlântica reduziu drasticamente a população de várias espécies que nela habitavam. O ideal é se implantar unidades de conservação para a reprodução natural das espécies. A caça predatória e o comércio exagerado de algumas espécies, como por exemplo a baleia, é outra preocupação. A todo instante uma espécie desaparece da face da terra.


Suely Longue

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Letra "Planeta Terra"




Planeta Água
Guilherme Arantes
Composição: Guilherme Arantes
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

Suely Longue

CUIDE DO PLANETA



Suely longue

MEIO AMBIENTE



Suely Longue

EXEMPLOS DE ALTERAÇÕES AMBIENTAIS

Alguns exemplos de alterações ambientais decorrentes de empreendimento habitacional

Segmentos do
meio ambiente
Alteração de processos






MEIO FÍSICO
 - aceleração do processo erosivo;
 - ocorrência de escorregamentos (solo e rocha);
 - aumento de áreas inundáveis ou de alagamento;
 - ocorrência de subsidência do solo;
 - diminuição da infiltração de água no solo;
 - contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas;
 - aumento da quantidade de partículas sólidas e gases na
 atmosfera; e
 - aumento da propagação de ondas sonoras.




MEIO BIÓTICO
 - supressão da vegetação;
 - degradação da vegetação pelo efeito de borda;
 - degradação da vegetação pela deposição de partículas sólidas nas folhas;
 - danos à fauna; e
 - incômodos à fauna.





MEIO ANTROPICO
 - aumento pela demanda por serviços públicos (coleta de lixo,correios) e demais questões de infra-estrutura;
 - aumento do consumo de água e energia;
 - aumento de operações/transações comerciais;
 - aumento da arrecadação de impostos;
 - aumento da oferta de empregos;
 - aumento do tráfego;
 - alteração na percepção ambiental;
 - modificação de referências culturais.



Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A. - IPT



Suely Longue

VAMOS SALVAR O MUNDO!



Suely Longue

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carta de 2070

DATAS COMEMORATIVAS

Calendário Ecológico
DIVULGADO PELO JORNALAMBIENTEBRASIL - 23/ABRIL/2006



Janeiro 01 Dia Mundial da Paz/Confraternização Universal
09 Dia do Astronauta
11 Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

Fevereiro 02 Dia Mundial das Zonas Úmidas
06 Dia do Agente de Defesa Ambiental
22 Dia da Criação do IBAMA

Março 01 Dia do Turismo Ecológico
14 Dia Mundial de Luta dos Atingidos por Barragens
21 Início do Outono
21 Dia Florestal Mundial
22 Dia Mundial da Água
23 Dia do Meteorologista

Abril 07 Dia Mundial da Saúde
15 Dia Nacional da Conservação do Solo
19 Dia do Índio
22 Dia da Terra
28 Dia da Caatinga
28 Dia da Educação

Maio
03 Dia do Solo
03 Dia do Pau-Brasil
05 Dia Mundial do Campo
08 Dia Mundial das Aves Migratórias
13 Dia do Zootecnista
16 Dia do Gari
18 Dia das Raças Indígenas da América
22 Dia do Apicultor
25 Dia do Trabalhador Rural
27 Dia Nacional da Floresta Atlântica
29 Dia do Geógrafo
30 Dia do Geólogo

Junho 31/05 a 05/06 Semana Nacional do Meio Ambiente
05 Dia Mundial do Meio Ambiente
05 Dia da Ecologia
08 Dia do Citricultor
17 Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca
21 Início do Inverno
23 Dia do Lavrador
29 Dia do Pescador

Julho 02 Dia Nacional do Bombeiro
08 Dia Nacional da Ciência
12 Dia do Engenheiro Florestal
13 Dia do Engenheiro Sanitarista
17 Dia de Proteção às Florestas
25 Dia do Colono
28 Dia do Agricultor

Agosto 05 Dia Nacional da Saúde
06 Dia de Hiroshima
09 Dia Internacional dos Povos Indígenas
09 Dia Interamericano de Qualidade do Ar
11 Dia do Estudante
14 Dia do Combate à Poluição

Setembro 03 Dia do Biólogo
05 Dia da Amazônia
09 Dia do Veterinário
11 Dia do Cerrado
16 Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio
16 Dia Internacional para a Prevenção de Desastres Naturais
18 Dia Mundial de Limpeza do Litoral
19 Dia Mundial pela Limpeza da Água
21 Dia da Árvore
21
a
26 Semana da Árvore no Sul do Brasil
22 Dia da Defesa da Fauna
22 Dia da Jornada “Na Cidade Sem Meu Carro”
23 Início da Primavera
27 Dia do Turismólogo

Outubro 04
a 10 Semana da Proteção à Fauna
04 Dia Mundial dos Animais
04 Dia da Natureza
04 Dia do Cão
05 Dia Mundial do Habitat
05 Dia da Ave
12 Dia do Mar
12 Dia do Agrônomo
15 Dia do Professor
15 Dia do Educador Ambiental
27 Dia do Engenheiro Agrícola

Novembro 01 Dia Nacional da Espeleologia
05 Dia da Cultura e da Ciência
20 Dia da Consciência Negra
24 Dia do Rio
30 Dia do Estatuto da Terra

Dezembro 14 Dia do Engenheiro de Pesca
15 Dia do Jardineiro
21 Início do Verão
29 Dia Internacional da Biodiversidade
31 Dia da Esperança



Suely Longue

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Meio Ambiente

O que significa educação ambiental?
Educação ambiental é um ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o ambiente, a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos. É uma metodologia de análise que surge a partir do crescente interesse do homem em assuntos como o ambiente devido às grandes catástrofes naturais que têm assolado o mundo nas últimas décadas.


Suely Longue