Uma grande questão não resolvida refere-se à quantidade de seres humanos que a terra pode abrigar.
Alguns estudiosos acham que o número máximo de habitantes que a terra poderá abrigar é de 11 bilhões de pessoas e que esse número tende a se estabilizar no final do século XXI. Todavia, qualquer estudo nesse sentido esbarra em várias questões, como as desigualdades sociais entre as nações, o consumo exagerado de bens supérfluos nos países ricos, que se utilizam de recursos naturais não renováveis e a distribuição desigual de alimentos.
Um dos grandes problemas hoje, é a explosão demográfica, principalmente nos países pobres. Todavia, existem perspectivas de transferência de tecnologia para os países do Terceiro Mundo, e a diminuição do consumo predatório por parte dos países ricos. Esses dois fatores aliados a educação, tendem a diminuir as taxas de fecundidade.
Alguns países deverão adotar o sistema chinês de controle da natalidade, com o método custo-benefício, quando um número maior de filhos diminui os benefícios sociais dos pais.
O que amplia a desigualdade é a valorização do indivíduo pelo seu poder de compra. Hoje as pessoas vão às compras da mesma forma que vão ao cinema ou ao teatro. Compra-se produtos por suas marcas e embalagens e não por suas utilidades.
No futuro deverá haver restrições à propaganda que é a "alma dos negócios". O transporte coletivo deverá ser priorizado em relação ao automóvel e mais, será um transporte com baixíssimos níveis de poluentes, que se utilizará de energias alternativas, entre elas a elétrica interna, ou seja, baterias auto-carregáveis, com sistemas híbrido, ou seja, várias energias num mesmo veículo, como solar, eólica, nitrogênio, etc. As cidades serão repensadas para o uso social. O produto descartável deverá ser extinto. As embalagens bonitas e cheias de cores deverão ceder os seus lugares às menos chamativas e danosas ao meio ambiente. O ser humano será obrigado a abandonar seu estilo de vida materialista. O sistema produtivo será repensado de forma a atender toda a sociedade e não mais somente parte dela. Os modelos econômicos serão implementados a partir das questões ambientais.
No futuro a ostentação, o brilho do ter, cederá lugar para a arte de viver. A subjetividade do privado perderá o lugar para o social e o consumo deixará de ser o meio de se atingir a auto realização.
Suely Longue
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
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